• relacionamento@brapartner.com.br
Recuperação total – Qual melhor o momento para fazer um diagnóstico 360° na sua empresa?
Sem categoria

Recuperação total – Qual melhor o momento para fazer um diagnóstico 360° na sua empresa?

Você já deve ter ouvido falar que “a corda sempre rompe no lado mais fraco”. Quando o assunto é a falência de empresas, o lado “mais fraco” é o das empresas com gestão familiar. Um levantamento feito pela Boa Vista SCPC revela que 86% das empresas que pediram falência em 2017 são de pequeno e médio porte. Muitas delas enfrentam esse tipo de situação – e engrossam as estatísticas – por um motivo bem simples: falta de planejamento. Pode soar repetitivo, mas o planejamento bem-feito pode evitar deslizes no meio do caminho ou, em casos mais críticos, pode permitir reação após uma mudança de trajeto.

Segundo o CEO da Brapartner, Tiago Oliveira, um dos maiores desafios na hora de administrar uma empresa é manter as contas em dia, especialmente porque muitos empresários não possuem experiência na área. Tal lacuna é tão visível que muitos empreendimentos vão à falência em poucos anos. “Mais de um quarto das empresas com dois anos de vida acabam fechando as portas”, pontua. Essas quebras ocorrem nitidamente por uma falta de conhecimento financeiro. O empreendedor não sabe lidar com conceitos como capital de giro e orçamento. Esse aprendizado sobre o controle das finanças está diretamente relacionado ao sucesso.

Saber cuidar de uma empresa é uma tarefa que pode ser traduzida em governança corporativa. Mesmo que seja algo mais comum em grandes empresas, as PMEs também podem fazer uso do conceito. “Governança corporativa é você ter a contabilidade em dia, é controlar um fluxo de caixa, é comparar o orçamento com o realizado, por meio de projeções, enfim, é ter metas e objetivos claros e alinhados com todo o time da empresa”, explica o executivo da Brapartner.

TEMPOS DE CRISE

Em tempos de crise como o que se arrasta nos últimos anos, as empresas que enfrentam dificuldades podem tomar dois caminhos distintos: buscar uma saída ou esperar pelo fim.

As que preferem a primeira opção precisam ter em mente que, para colocar a casa em ordem, é preciso saber exatamente o que acontece em todos os setores da empresa para entender quais estão em níveis mais avançados de doença e quais podem servir de pilar para manter a operação em pé. Para isso, existe o diagnóstico 360°, que é uma metodologia que pode ser chamada de “médica da empresa”.

A proposta é avaliar o modelo de negócio, a proposta de valor, identificar as propostas de crescimento e o caminho a ser seguido para isso. Para a coach e sócia da Indexare, Angélica Cintra, em uma situação de crise, os pequenos empreendedores costumam misturar as finanças das pessoas física e jurídica. “Ao fazer isso, ele acaba incorrendo em um primeiro passo para criar sérios problemas de caixa”, reforça a especialista. Quando a economia não vai bem, é esperado que haja uma redução da atividade econômica, o que gerará naturalmente um menor faturamento, e o empresário que não tem os custos fixos e variáveis atualizados e prontos para tomada de decisão, na maioria das vezes, mantém os mesmos gastos. “Não ter conhecimento claro sobre sua malha de custos o faz manter o quadro de despesas no mesmo ritmo de quando havia um bom faturamento e, quando se dá conta, já está no vermelho”, explica Angélica.

FASES

Em casos emergenciais, a prioridade é dar sobrevida à empresa, e para isso existem duas fases para estancar os problemas. Tiago Oliveira, da Brapartner,

diz que a primeira etapa inclui a análise e a definição do plano de ação emergencial de forma a permitir o início imediato da fase crítica. Em seguida, elabora-se uma análise mais detalhada simultaneamente à implementação das ações iniciais. “É preciso ainda fazer a análise do negócio, do mercado onde atua, do mix de produtos, das operações, dos custos, dos processos, análise financeira, do fluxo de caixa, dos canais de distribuição, de novas oportunidades e definição de rotas de correção”, enumera o especialista. Além disso, a primeira fase inclui também revisões de balanços e projeções financeiras e diagnóstico jurídico-fiscal. Em uma segunda etapa, o empreendedor que está passando por um processo de diagnóstico 360° deve dedicar grande atenção prioritariamente à administração do fluxo de caixa, projetando as entradas para os dois meses seguintes, incluindo todas as obrigações tributárias, investimentos e compras, comparando, acompanhando e adequando permanentemente com o realizado. Outra dica é priorizar a liquidez e a reserva. “Momentos de incertezas não são os mais adequados para grandes investimentos. É importante reformular o produto e inovar, desde que não gaste muito e não faça dívidas”, alerta Oliveira.

AGILIDADE

Logo depois, o melhor a fazer é agir. O processo após o diagnóstico deve ser implementado imediatamente. O fundador da Organica – empresa focada na aceleração de negócios e pessoas dentro da lógica da Nova Economia –, Roni Cunha Bueno, afirma que é preciso planejar, no máximo, os três meses seguintes. “Quem planeja sua empresa de três em três meses é mais rápido, eficaz e justo com a equipe. Coloque sua energia em entregar os resultados e eles virão”, garante o representante da Organica, que tem entre seus clientes players como Easy Taxi e GetNinjas.

AUTOCRÍTICA

Existem, pelo menos, dois pontos estratégicos e que o diagnóstico 360° permite enxergar. O primeiro é que os empresários do segmento de pequenas e médias empresas precisam se reconhecer em seus papéis dentro do seu negócio. Muitas vezes ele se coloca no papel do empreendedor, mas na verdade ele é um excelente gestor do negócio e possui no seu quadro de colaboradores talentos preciosos que são empreendedores e que não serão empresários. Portanto, descobrir quem é você; que lugar deseja ocupar com segurança dentro do seu negócio; abrir espaço para ideias inovadoras; saber reconhecer e ouvir um colaborador talentoso pode alavancar e acelerar o seu crescimento. O segundo ponto é que os empresários brasileiros possuem em geral um feeling muito alto para o negócio e muitas vezes este feeling o trai, porque passa a ser um “achismo”. “Conhecer o seu mercado, sua concorrência, o perfil do seu cliente; saber se o seu produto ou serviço está adequado ao público-alvo; saber que tecnologia pode ajudar ou atrapalhar o seu negócio, enfim, é preciso abrir sua mente para dados e informações que geram conhecimento para tomada de decisão”, diz Angélica Cintra, da Indexare.

LONGE DOS OLHOS

O exercício 360° deve olhar tudo, mas os principais riscos são aqueles que você não vê, ou que você não quer ver. Isso tem ligação direta ao seu lado emocional. Roni Cunha Bueno, da Organica, diz que todos nós fazemos leituras emocionais dos resultados conforme quem executa, ou qual a área, o que você gosta de fazer, a relação deste resultado e seu ego. Apesar de considerar a prática comum, Bueno alerta que ela pode representar riscos. A recomendação é avaliar a empresa com menos filtros emocionais possíveis. “Isso passa por uma autoavaliação. Avaliar pessoas – de que você gosta pessoalmente ou não – da mesma forma, avaliar áreas da empresa de que gostamos mais ou menos com os mesmos olhos e assim por diante”, exemplifica o executivo que completa: “É um exercício importante, inicie hoje, questione tudo. Aos poucos você terá um olhar mais crítico e afiado sobre as coisas que acontecem na sua empresa”

CINCO SINAIS QUE SERVEM DE ALERTA PARA SUA EMPRESA

  • Excesso de inventário – matéria-prima, insumos, produtos e mercadorias acumuladas, perdas de estoque e ajustes de inventário sem justificativas são sinais de alerta
  • Grau de inadimplência (clientes e fornecedores), ausência de processo definido para a área financeira • Fluxo de caixa – se o faturamento cair sucessivamente não significa que a empresa está em crise, mas ela deve ser ágil para ajustar-se ao período de depressão nas vendas
  • É importante lembrar também que a venda só se consuma quando o dinheiro entra no caixa
  • Antes de decretar o estado de crise, é vital não misturar as contas da pessoa física e do negócio, fato comumente encontrado em empresas familiares. Caso contrário, não há como saber quanto o negócio fatura e qual é o seu custo.

 

ATITUDES  PARA DAR A VOLTA POR CIMA

  • QUESTIONE TUDO: Faça um trabalho base zero, olhando pela primeira vez todos os resultados: como são alcançados, como são realizados, com que equipe e com qual tecnologia.
  • LISTE TUDO: o que pode ser feito para melhorar a performance
  • QUALIFIQUE PARA TER FOCO: Coloque na mesa tudo o que encontrou e faça as seguintes perguntas a cada uma das soluções: Quão rápido consigo implementar essa ideia? Quão fácil é para realizar? Quão escalável, ou seja, uma vez implementada essa solução, quanto
  • ela durará? E quanto resultado você acredita que terá? Para cada pergunta dê notas de 1 a 5. Some para escolher quais são as melhores apostas e caminhos a serem tomados
  • TESTE: as hipóteses até que você tenha evidências de que encontrou um novo modelo, um novo caminho, uma nova fórmula. Como eu sei? Os resultados do novo têm que ser melhores do que os do antigo
  • MUDE: Quando encontrar a evidência, mude sem medo
  • ESCALE: Seja rápido ao implementar um novo modelo, dessa forma, a empresa andará melhor

Fonte: Entrevista do CEO Tiago Oliveira para Revista Gestão e negócios

Como a Brapartner pode ajudar?

Realizamos um diagnóstico  da situação, avaliação da viabilidade da empresa e elaboração de um plano de ação emergencial.

Em casos emergenciais a prioridade é dar sobrevida à empresa, enquanto se revigora e fortalece seus órgãos vitais e sua saúde vá retornando á normalidade. Assim, o diagnóstico compreende;

  • – Análise e definição do plano de ação emergencial de forma a permitir o inicio imediato da fase critica. Em seguida elabora-se uma analise mais detalhada, simultaneamente à implementação das ações iniciais;
  • – Analise do negócio, do mercado onde atua, mix de produtos, operações, custos, processos, financeira, fluxo de caixa, canais de distribuição, analise de novas oportunidades e definição de rotas de correção;
  • -Avaliação financeira do negócio e revisão dos balanços e projeções financeiras.
  • -Avaliação dos passivos e ativos de toda a natureza, inclusive os ocultos.
  • -Diagnóstico jurídico-fiscal.

A partir desse diagnóstico, e com os resultados de nossos trabalhos a Administração poderá ter uma visão geral dos problemas, que precisarão de correção e/ou aprimoramento, assim como eventuais oportunidades e treinamentos da equipe. Isso certamente ajudará a focar em assuntos que realmente são críticos para a empresa e quais áreas que precisarão realmente de um compliance mais próximo.

Fale com a gente: relacionamento@brapartner.com.br

São Paulo

  • +55 11 4102.3990
  • Rua Federação Paulista de Futebol, 799
    Conjunto 702 | Barra Funda
    CEP 01141-040 | São Paulo, SP

Manaus

  • +55 92 3234.3140
  • Avenida Duque de Caxias, 1514
    Praça 14 de janeiro | CEP 069020-141
    Manaus, AM

Fortaleza

  • +55 85 3181.6959
  • Avenida Dom Luís, 300
    Sala 912, Aldeota | CEP 060160-196
    Fortaleza, CE